quinta-feira, 25 de março de 2010

Uma nova invenção.


Precisei de horas, dias, semanas e meses pra realmente me recuperar. Hesitei e me fechei num mundo onde não deixava ninguém visitar, muito menos se alojar. Demorei muito tempo pra aprender a aceitar certas coisas e me acostumar as novas mudanças. Reparei que lágrimas não eram sinal de fraqueza mas sim de humanidade. Pelo menos fui forte do meu modo. Deixei milhões de coisas para trás sem dó e sem aquele clichê que devemos sempre levar as coisas pra sempre e blábláblá.

Tomei um novo rumo e de quebra no caminho encontrei algo. Algo que me sentisse viva e humana de novo, capaz de me abrir os olhos e parar pra pensar. Alguma coisa que mexesse com meu estômago, jogar pra longe meu sono e fazer com que o tempo parasse.

Valeu esperar, principalmente por que achei, casualmente, uma pessoa. Incrivelmente diferente de tudo que era imaginado. Não estou amando, por favor, longe disso. Mas é uma coisa que despertou meu interesse depois de muito tempo desligada.

Me sinto como antes e como é bom estar de volta. Com aqueles pensamentos, frios na barriga etc. Agora olho para trás e rio, quem diria né? O passado agora é passado e fim. Toda vez que me olho no espelho me vejo diferente, não mais aquela pessoa esperando por alguém, imaginando a todo segundo que uma surpresa só presente em filmes mesmo poderia acontecer. Estou mais esperta e não espero mais nada em grandes escalas. Pessoas apareceram no meu caminho por mero descaso. Ainda bem que foi assim, por que eu já estava ficando meio entediada de viver sozinha.

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